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Mostrando postagens com o rótulo Dica dupla

#61 Dica dupla: Natal gay brasileiro?

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  Inspiração para árvore de Natal brasileira  Foto de espacocasa.wordpress.com .  (O site tem outras boas ideias. Gosto da árvore de caixas de ovos e da de abacaxis <3) Há meses coletei algumas histórias e as guardei para ler nesta época do ano. Meu plano, caso elas me agradassem, era compartilhá-las com vocês.  Hoje trago boas novas: duas narrativas natalinas bem diferentes uma da outra e que podem ser boa companhia quando o bode das confraternizações da firma e das festas em família chegar.  ( Paralela ) Felipe Fagundes escreveu mais uma história com os personagens de “Gay de família” . Desta vez, Diego recebe visitas de seus três sobrinhos personificando os espíritos do Natal passado, presente e futuro, numa recriação do clássico (chato) de Dickens . Além do quentinho no coração sem pieguice que o final da história me proporcionou, o humor predomina na narrativa. “Ninguém deu a mínima para a bicha em posse de uma faca” e “Quinhentas e vinte formas de...

#56 Dica dupla: "Bastardos e Cinzas": Lilia Guerra e Daniela Falcão

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  Hoje, comento dois livros de autoras brasileiras contemporâneas. Ambas paulistas, têm em comum também romances que chacoalharam a lôka dos livros que vos escreve. (Capa: Paula Carvalho, sobre obra de Leandro Junior) No começo da narrativa, Doralice, Regina e Cassiana conversam sobre suas famílias. Apenas uma delas tem o nome do pai na certidão de nascimento, e essa é a única informação que tem dele. Nos capítulos seguintes, por meio das observações e anotações que faz, Nara, ou Sá Narinha, nos apresenta um caleidoscópio com cenas da vida de moradores de Fim-do-Mundo.  As observações da narradora contemplam a ternura das mães do local, as sucessivas gerações e o ciclo de morte, nascimento e crescimento acompanhado por ela desde a sua chegada ao bairro na juventude. Este, como aliás afirmou Lilia Guerra em entrevista , é o verdadeiro protagonista da história. O enredo mostra ainda as lembranças de família e de infância de Sá Narinha, num misto de nostalgia e tentativa de ent...

#54 Dica dupla: A ilha do tesouro, Robert Louis Stevenson e O Ateneu, Raul Pompeia

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     Foto 1: (Capa: Amazon Classics), Foto 2: (Tradução: Samir Machado de Machado, Capa: Giovanna Cianelli)     Em agosto, li Treasure island (1833) com o apoio da tradução de Samir Machado de Machado para a editora Antofágica. Esta me ajudou a entender os termos náuticos que, mesmo em português, pedem notas explicativas. As belas ilustrações de Paula Puiupo na edição brasileira foram um bônus. Numa maravilhosa aula em duas partes que começa aqui , o professor José Garcez Ghirardi mostra como essa aventura, aparentemente bobinha, tem outras camadas, relativas às colonizações britânicas no século XIX.  Se você quiser apenas relaxar, saiba que “A ilha do tesouro” tem uma narrativa deliciosa de acompanhar, e só por isso já recomendo a leitura. Ou, se preferir outro tipo de experiência, vale assistir uma das inúmeras adaptações cinematográficas do romance de Stevenson. Como esta , roteirizada por Orson Welles, em que ele também atua como o pirata L...