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Mostrando postagens com o rótulo Ficção Inglesa

#30 O castelo no ar, de Diana Wynne Jones

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  (Capa e ilustrações: Isadora Zeferino, Tradução de Raquel Zampil) Com uma ambientação médio-oriental, tapete voador, gênio da lâmpada e djins , esse segundo livro da trilogia iniciada com “O castelo animado” consegue ser mais divertido que o anterior. Abdullah vende tapetes no mercado de Zanzib e passa as horas vagas sonhando acordado com riquezas e mundos fantásticos. Quando adquire o tapete mágico de um homem misterioso, Abdullah voa até o universo que tanto imaginava. Lá, ele conhece a princesa Flor da Noite e transforma seus dias.  Flor da Noite, aliás, é uma das pessoas mais interessantes aqui. Perspicaz e determinada, ela é a perfeita mocinha pela qual dá gosto torcer. Embora apareça pouco na jornada de Abdullah, é ela quem dá impulso a ele e toda a narrativa. Ela exerce, ainda, papel fundamental na solução dos problemas no fim da história. Diana Wynne Jones é mestre na construção de personagens. Gateira que sou, adorei Meia-Noite e seu filhote, Atrevido, mas cada pes...

#24 Lady Susan, de Jane Austen (releitura)

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  (Capa de Arquétipo Design + Comunicação. Tradução e notas de Doris Goettems) O prefácio dessa edição destaca que “Lady Susan” não recebeu tanta atenção quanto os outros romances de Jane Austen. No entanto, essa personagem é, na minha opinião, uma das mais marcantes da autora.  Coquete, calculista e dissimulada, Lady Susan Vernon, uma viúva na casa dos trinta anos, visa apenas o benefício próprio e não mede esforços para conseguir o que deseja: livrar-se de sua filha Frederica casando-a com o tolo Sir James Martin. Lady Susan flerta com muitos homens de seu convívio, inclusive alguns casados. Somente por meio de sua correspondência com a amiga Mrs. Alicia Johnson conhecemos seus verdadeiros interesses. Para todas as outras personagens, Lady Susan mente de maneira descarada. Ela manipula desde Frederica até o galanteador Mr. Reginald de Courcy, que parecia muito esperto até conhecer a “vilã” e ser ludibriado e manipulado por ela. A cunhada de Lady Susan, Mrs. Catherine Vernon...

#17 A Christmas Carol, de Charles Dickens

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  (Amazon Classics) Sucesso desde o período em que publicou em folhetins, em meados do século XIX, Charles Dickens passou de autor popular a um dos clássicos da prosa inglesa. Ele produziu obras reeditadas e adaptadas até hoje para cinema, teatro e histórias em quadrinhos entre outras mídias e seu sobrenome até deu origem ao termo “dickensiano”, que refere-se a viver e trabalhar em condições miseráveis. Seu trabalho mais conhecido é “Um conto de Natal”, novela publicada originalmente em 19 de dezembro de 1843 ( e com a primeira edição esgotada no dia 24! ) e adaptada para o cinema mais de dez vezes. Por causa dessa história, diz-se que Dickens é “o inventor do Natal” da maneira como é celebrado hoje. Essa lenda é explicada aqui .  Em “Um conto de Natal”, Ebenezer Scrooge é um velho empresário preocupado apenas em trabalhar, ordenar aos seus funcionários que façam o mesmo e acumular dinheiro. Hater do Natal, Scrooge recebe, na véspera, a visita do fantasma de seu falecido ...

#13 Northanger Abbey, de Jane Austen (releitura)

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  (Barnes and Noble Signature Editions) Breve sinopse: Catherine mora no interior da Inglaterra e, aos dezessete anos, é convidada pela primeira vez por amigos de sua família a ir com eles para Bath, o point de veraneio com águas termais  que aparece em tantos romances da época, incluindo outros de Jane Austen. Lá, a garota vai alargar um pouco o seu conhecimento de mundo, socializar fora de seu círculo pela primeira vez, fazer amizades e amadurecer.  Já há algumas semanas terminei a releitura de “Northanger Abbey” (“A Abadia de Northanger”) mas, por ser muito fã de Jane Austen, me peguei pensando que não havia nada a dizer a respeito da autora e do seu livro além de “leia logo, por favorzinho”! Hoje tenho algumas outras considerações, então aqui estou. Para quem não sabe, o pseudônimo que adotei aqui no blog foi inspirado por Catherine Morland, a protagonista desse romance. Essa escolha foi feita com base nas impressões que a leitura anterior me deixou, de que Cathe...

#7 A noite das bruxas, de Agatha Christie (releitura)

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Editora Record Agatha Christie é uma de minhas escritoras favoritas da vida. Ainda tenho nítida na memória a primeira vez em que li “Assassinato na casa do pastor” numa edição antiga e bem charmosa, em capa dura, pelo Círculo do Livro, emprestada na biblioteca da escola. Eu tinha uns onze ou doze anos e, já fã de filmes de suspense, achei o máximo aquela história envolvente e engenhosa que só se resolve no finalzinho do livro. Desde então, li inúmeros romances da Dama do Crime e, vez ou outra, revisito alguns deles anos depois, quando já esqueci a resolução de alguns dos mistérios. Posso dizer que permanece o meu fascínio pela eficiência da escrita, com tramas curiosas, intrincadas e ao mesmo tempo econômicas. Aproveitando a modinha do lançamento do novo filme dirigido por Kenneth Branagh  (interessante, apesar de apenas brevemente inspirado no livro) , ouvi (aqui) uma antiga edição de “A noite das bruxas”.  O romance se passa em um vilarejo no interior da Inglaterra on...