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#62 Melhores leituras do segundo semestre de 2024

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  Antes da lista de livros, preciso dizer que 2024 foi o ano em que eu mais li newsletters . Elas me acompanharam em salas de espera, em trajetos variados e nos intervalos do trabalho. Eis as minhas favoritas: A Brasis tem uma curadoria jornalística diversa. OU OU OU da Daniela Falcão, uma autora que adorei conhecer em 2024 . As crônicas da Dani são boas para dar leveza aos dias. Uma História em Todo Lugar , da Deborah Fortuna, traz reflexões sobre vida e escrita. O Puxadinho do Luri sempre tem um texto belíssimo. Li também diversos contos no ano passado. Muitas vezes, consumi o gênero em podcasts como o Leitura de Ouvido e o Conto um Conto . Foi neste último que ouvi um clássico que até então só conhecia de nome, “O homem de areia” , de E. T. A. Hoffmann. Recomendo muitíssimo se você gosta de suspense e terror psicológicos.   Outro destaque foi “As neves do Kilimanjaro”, de Ernest Hemingway . Este, eu li na edição da Bertrand Brasil . O filme que nele se baseou tam...

#61 Dica dupla: Natal gay brasileiro?

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  Inspiração para árvore de Natal brasileira  Foto de espacocasa.wordpress.com .  (O site tem outras boas ideias. Gosto da árvore de caixas de ovos e da de abacaxis <3) Há meses coletei algumas histórias e as guardei para ler nesta época do ano. Meu plano, caso elas me agradassem, era compartilhá-las com vocês.  Hoje trago boas novas: duas narrativas natalinas bem diferentes uma da outra e que podem ser boa companhia quando o bode das confraternizações da firma e das festas em família chegar.  ( Paralela ) Felipe Fagundes escreveu mais uma história com os personagens de “Gay de família” . Desta vez, Diego recebe visitas de seus três sobrinhos personificando os espíritos do Natal passado, presente e futuro, numa recriação do clássico (chato) de Dickens . Além do quentinho no coração sem pieguice que o final da história me proporcionou, o humor predomina na narrativa. “Ninguém deu a mínima para a bicha em posse de uma faca” e “Quinhentas e vinte formas de...

#60 Catadão de leituras de final de ano

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  ( @Artes_Depressão no X-Antigo-Twitter ) Eu não sei procês, mas desconfio que esta época do ano seja parecida com o que é pra mim: fonte de um cansaço generalizado. Meu corpo e minha mente parecem funcionar num ritmo diverso do habitual. Ou será o entorno que acelera e eu que sinto vertigem por não conseguir acompanhar?  Laerte sabiamente disse que é arbitrário (e, portanto, sem sentido) tentar obedecer ciclos definidos pelo calendário gregoriano. Mããs é fato que quando dezembro se aproxima, o comportamento humano me parece mais estranho do que de costume. E o resultado é uma exaustão típica de quem acredita que em primeiro de janeiro tudo vai ser diferêntchí . Isso acontece comigo apesar de saber empiricamente que o ser humano, embora possa até saber o que é bom e o que é ruim, com frequência opta pelo que é mais fácil e, com frequência, pior. (Gatinho que me representa, no peakpx.com ) Além de um espaço pra reclamar, os parágrafos anteriores foram um prólogo pra conta...