#16 Música para camaleões, de Truman Capote
(Companhia das Letras, Tradução de Sergio Flaksman) Falei aqui da minha "amizade" de longa data com True Heart (descobri esse apelido dele neste filme que, aliás, adorei) e das expectativas que eu tinha pelo nosso reencontro. É comum, nesses casos, rolar uma decepção, mas desta vez, não. Muito pelo contrário, “Música para camaleões” tornou-se meu novo livro favorito do autor. No prefácio, Capote conta um pouco de sua trajetória literária e explica como aprimorou sua escrita ao longo de 40 anos de trabalho até chegar ao estilo que demonstra nesta obra. Sua intenção, segundo ele, era ir na contramão de outros autores e assim “escrever de menos”, construindo um texto que, embora sucinto, contivesse técnicas de outros estilos de escrita, como a poesia e o texto jornalístico. Ele faz isso ao contar, como ele próprio define, “conversas corriqueiras travadas com pessoas do cotidiano”. Algumas dessas eram anônimas. Outras, estrelas de cinema, escritores consagrados e personal...